Vídeo mostra mudança de cor do Rio Tapajós; Ministério Público instaura investigação



AMAZÔNIA| Não é de hoje que o Rio Tapajós no Pará tem dado sinais de que precisa de socorro. Nos últimos dias, o estado do Pará foi tema de reportagem do “Jornal Nacional” e de vários veículos nacionais e estrangeiros por causa da turbidez detectada no início de janeiro nas águas dessa joia rara mundial em Alter do Chão, um cartão-postal do Brasil.




Parece, no entanto, que o problema não é novo, já existe “há décadas” por causa dos rejeitos despejados pelo garimpo no rio, conforme registra o site Tapajós de Fato. Por isso, O Ministério Público no Pará (MPPA) instaurou 'notícia de fato' na quinta-feira, 20/01, para apurar as informações de mudança de cor das águas do Tapajós.



Como diligências iniciais da Promotoria de Meio Ambiente, foi juntada cópia da reportagem realizada pelo portal de notícias “O Estado Net”, com imagens do rio nos municípios de Fordlândia, Aveiro e Itaituba, bem como com publicações realizadas no Facebook, de um morador do município de Santarém, e do Instagram, da agência de turismo “Poraquê Turismo”. Posteriormente foi oficiado ao IBAMA, ICMBIO, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém (SEMMA), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Belterra (SEMAT), Agência Nacional das Águas e a Agência Nacional de Mineração, solicitando informações sobre os motivos das águas do Rio Tapajós, que margeiam o município de Santarém e Belterra, estarem “barrentas” e com sua coloração original alterada, atingindo inclusive as praias dessa região.

Os municípios de Jacareacanga, Aveiro e Itaituba também estão sendo atingidos.

“O Desastre ambiental, social e para o turismo da região conhecida como “O Caribe Brasileiro” é desmedido e precisa ser investigado, esclarecido, contido e imputadas as sanções legais aos responsáveis”, afirma o MPPA.

O Centro de Apoio Operacional Ambiental, através da Coordenadora Albely Miranda Lobato, entrou em contato para prestar todo o apoio operacional e institucional para a atuação da Promotora de Justiça Lílian Braga, já designando.

Na próxima segunda-feira, 24/01, haverá reunião de trabalho entre os órgãos de execução que exercem suas atribuições funcionais na região atingida e com os técnicos do Ministério Público.

O Centro de Apoio Operacional Ambiental, após a reunião interna do grupo de trabalho e órgãos de execução, já organiza uma segunda reunião de caráter Interinstitucional com todas os atores que atuam na questão ambiental da região, no âmbito estadual e também órgãos que atuam na esfera federal, a fim de identificar o motivo gerador do desastre ambiental e conter as consequências lesivas.


Fonte: MPPA