"Boca a boca" ajudou na prisão de Cupertino, diz delegado


SÃO PAULO| O delegado da 98ª Delegacia de Polícia (DP) de São Paulo, Wendel Luís Pinto Sousa Silva, responsável pela investigação que levou à prisão de Paulo Cupertino Matias, disse que a prisão do empresário foi possível após contato com conhecidos.

“O serviço de investigação do boca a boca, né? A gente sabe que estava batendo muito na região de Santo Amaro e Interlagos, porque ele tem muitos amigos lá. E a gente sabe que uma hora ele ia procurar algum amigo. Então, começamos a monitorar alguns amigos dele. E agora é que vai começar nossa investigação. Vamos incriminar toda essa rede que ajudou ele a fugir”, anuncio o delegado, em entrevista a TV Band.


Investigação- O títular da 98ª DP afirma que Cupertino procurou por amigos “desmancheiros de carro”. “O pessoal que é do crime, onde ele se infiltrou não gosta de chamar a polícia, de 'caguetar' para a polícia. Então, ele ficou em um ambiente de criminosos, principalmente na fronteira”, afirma.

O acusado passa por audiência de custódia nesta terça-feira (17/05) para que seja transferido a um Centro de Detenção Provisória. Ele passou a noite no 77º Departamento Policial, em São Paulo.


Cupertino foi preso na segunda-feira (16), quase 3 anos depois da morte do ator Rafael Miguel e dos pais dele. O crime ocorreu em 9 de junho de 2019.


Na segunda, o empresário foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito e depois foi para a Divisão de Capturas, no prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro da capital paulista.


Antes de ser preso, o suspeito disse ter ficado quatro meses hospedado no Mont Star Hotel, em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.

Durante esse tempo, teve diversos esconderijos, no interior do Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai. A polícia investiga a atuação de amigos e conhecidos do empresário que podem ter ajudado na fuga.